Problema é semelhante ao do gasoduto
Rio de Janeiro - O consultor Jean Paul Prates lembra que já trabalhou no Equador quando estava na Braspetro antiga subsidiária da Petrobras para a área internacional e enfrentou problemas com ambientalistas e índios. ''O país tem tradição em parcerias com empresas privadas, é bem aberto no setor de petróleo, mas realmente existem dificuldades na região amazônica'', completa.
A Petrobras Energia produz 3,7 mil barris de petróleo por dia no Equador, em um campo dentro do bloco 18, segundo a numeração das áreas exploratórias daquele país. A produção é exportada para os Estados Unidos. O oleoduto OCP, onde a empresa tem como sócios a própria EnCana e a espanhola Repsol, entre outros, faz a ligação da região produtora do Norte do país com o Oceano Pacífico, também para a exportação do óleo.
O problema enfrentado pela Petrobras Energia na utilização do OCP pode ser comparado ao que a estatal brasileira vem passando há alguns anos no caso do gasoduto Bolívia-Brasil, com o qual a empresa vem tendo prejuízo devido à pouca utilização do duto.
Neste caso, a empresa se comprometeu a transportar 30 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, mas até hoje não ultrapassou os 20 milhões. A diferença, mesmo se não usada, é paga, segundo uma cláusula contratual chamada ship or pay - transporte ou pague.





