O engenheiro Cripriano Benck Neto estava buscando informações ontem na filial da ANM em Londrina para tentar solucionar o problema da casa onde mora com a mãe. A família dele comprou um imóvel em 1991 pelo contrato de gaveta, cujo primeiro dono fez o financiamento em 1989. O contrato não foi transferido porque na época, o valor das prestações triplicavam e sua mãe não tinha condições de pagar.
Entretanto, Neto conta que as parcelas foram pagas até 2000, depois sua mãe parou de pagá-las porque seu salário não conseguiu acompanhar os reajustes da prestação. ''Em 2000, a parcela já estava em R$ 487 e uma dívida de R$ 90 mil de saldo devedor. O imóvel deve estar avaliado em R$ 55 mil'', comparou Neto. Segundo ele, a casa chegou a ser levada a leilão pelo agente financeiro por R$ 42 mil, mas não houve interessados.
O coordenador da Associação Nacional dos Mutuários (ANM), Erivelto Rodrigues, disse que a entidade deverá entrar com uma ação judicial para ter a retomada do imóvel. ''Vamos entrar com uma medida cautelar para que eles não sofram nenhum tipo de execução enquanto este problema não se resolver na Justiça'', informou Rodrigues. (V.B.)

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