A Comissão de Agricultura e de Política Rural da Câmara Federal vai solicitar ao Tesouro Nacional a inclusão dos Proagros devidos no Orçamento da União do próximo ano. Segundo o deputado federal, Moacir Micheletto (PMDB/PR), as indenizações a serem pagas a produtores e cooperativas somam R$ 100,5 milhões, sendo R$ 23 milhões do chamado Proagro velho.
Micheletto disse que, durante uma audiência pública realizada na quarta-feira em Brasília, o Banco Central do Brasil alegou que a falta de pagamento das indenizações se deve a problemas técnicos para a liberação do dinheiro, bem como falta de recursos no Tesouro Nacional. O deputado informou ainda que 90% do montante é devido pelo Banco do Brasil.
O deputado disse que durante a audiência pública com o BC ficou decido entre os deputados da Comissão de Agricultura e Política Rural a reformulação do Proagro e a elaboração de um projeto de um seguro para a atividade agrícola. ‘‘Com o zoneamento agrícola houve uma diminuição drástica dos riscos que a atividade enfrenta, o que significa economia para o governo, que terá menos indenizações para pagar’’, disse.
Mas o programa, segundo Micheletto, precisa, entre outras reformas, incluir alguns tipos de eventos meteorológicos que provocam perdas nas lavouras, mas estão descoberto pelo Proagro. ‘‘A perda de trigo com uma chuva, por exemplo, não é coberta pelo programa. Precisa ser uma tromba d‘água para o produtor ter direito à indenização’’, explicou. Micheletto disse que a criação do seguro rural será para cobrir perdas em lavouras que não utilizaram crédito oficial.
O deputado disse que na próxima semana técnicos do Banco Central, Banco do Brasil, Ministério da Agricultura e da Comissão de Recursos do Proagro e deputados federais se reunirão para definir a formulação do projeto que irá alterar o Proagro e criar o seguro rural.

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