Muitas vezes, aquele creme branco no copo que está nas gôndolas dos supermercados parece requeijão, mas pode não ser. Observando atentamente os rótulos, o consumidor pode encontrar, além do requeijão de fato, a ''especialidade láctea''.
A Pro Teste-Associação Brasileira de Defesa do Consumidor fez um teste com dez requeijões (nove dos quais denominados cremosos), sete requeijões lights (seis cremosos), oito especialidades lácteas e cinco especialidades lácteas lights. No final percebeu-se que, na prática, não há muitas diferenças entre o requeijão e a especialidade láctea. O destaque negativo foram as temperaturas altas nos refrigeradores dos mercados e as falhas na legislação.
A especialidade láctea à base de requeijão é um produto em que se retirou parte da gordura animal, que foi substituída por gordura vegetal, além de ter sido adicionado amido para ajudar na textura. Já o requeijão cremoso contém creme de leite, manteiga ou gordura láctea. O requeijão tradicional não precisa obrigatoriamente conter esses ingredientes.
Inicialmente, como sempre ocorre em testes com alimentos perecíveis, mediu-se a temperatura dos produtos no momento da compra. Houve problemas nos testes anteriores, e neste não foi diferente. Mais uma vez, todas as temperaturas foram consideradas ruins (entre 9,0 e 14,9 graus). Temperaturas acima de 5ºC não são as mais adequadas para este tipo de produto.
Nas outras avaliações houve alguns problemas na rotulagem e poucas diferenças na degustação. A denominação especialidade láctea com requeijão está sempre colocada em letras miúdas. Já os degustadores não perceberam muitas variações de sabor entre os produtos normais e os lights, além de quase não notarem diferenças entre o requeijão e a especialidade láctea.
O resultado desta avaliação está na revista Pro Teste e também pode ser conferido no endereço da associação na internet - www.proteste.org.br.

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