Pro Teste reprova 5 marcas de azeite
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de outubro de 2002
Agência Estado 
São Paulo A Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) testou 15 marcas tradicionais de azeite de oliva comercializadas no mercado para avaliar qualidade, pureza, conservação, sabor e rotulagem. Cinco delas Arisco, Faisão, Minha Quinta, Otoyan e Torre de Belém foram reprovadas. Entre as razões estão impurezas pela adição de outro ingrediente, como óleo de bagaço de oliva ou de óleo vegetal de outras sementes, principalmente soja. Alguns dos azeites apresentaram também problemas de oxidação e frescor, além da reprovação do sabor.
A assessoria da Unilever BestFoods, em nota à imprensa, afirmou que a companhia suspendeu a comercialização do azeite que leva a marca Arisco em março, ''apesar de os fornecedores garantirem a procedência da matéria-prima''. Ainda de acordo com a nota, a BestFoods, uma das maiores indústrias de alimentos do mundo, se comprometeu a analisar o produto. ''Apesar de ter deixado de vender o azeite Arisco, em respeito a nossos consumidores vamos analisar o produto para verificar se existe algum problema de adulteração.'' Os testes acusaram impureza no azeite Arisco.
O título de o ''melhor do teste'' foi para a marca Carbonell, segundo a associação, enquanto o ''escolha certa'' ficou para a marca Beira Alta, que surpreendeu no teste de degustação.
A associação Pro Teste (www.proteste.org.br) foi fundada em julho de 2001, por iniciativa do Instituto Pedra Grande de Preservação Ambiental (Ipeg), de Atibaia (SP), constituído há 20 anos, e da Test-Achats, da Bélgica, instituição que defende o consumidor há 44 anos. A entidade é filiada à Euroconsumers, segunda maior organização de defesa do consumidor no mundo e reúne mais de 1,2 milhão de associados.


