Privatizações são alvo de protestos
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quarta-feira, 17 de outubro de 2001
Cláudia Lopes<br> De Londrina 
Protesto, ontem, promovido pelo Sindicato dos Bancários de Londrina marcou o primeiro ano da venda do Banestado ao Itaú e procurou chamar a atenção da população para o projeto de privatização da Copel. ''Queremos denunciar à população a gravidade que representa a privatização. Ainda temos tempo de salvar a Copel e seus empregos'', disse o diretor do sindicato, Geraldo dos Santos.
O sindicalista afirmou que, antes de privatizar o Banestado, o governador Jaime Lerner garantiu que iria manter os cerca de 7,6 mil empregados no banco. Depois de um ano da venda, o Banestado tem 2,7 mil funcionários. ''O governador não cumpriu o prometido''.
Durante o protesto, cujo tema foi ''Um ano infernal para o funcionalismo do Banestado'', foram mostrados cartazes com os nomes dos deputados estaduais que aprovaram a privatização do banco e os que aprovaram a venda da Copel. Além disso, um sindicalista fez uma performance representando a morte dos demitidos. ''Houve reataliação contra as pessoas idosas e com mais tempo de casa''.
A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec) organizou ontem manifestações em dez municípios para protestar contra as 4 mil demissões no Itáu desde que o banco comprou o Banestado. Foram feitas encenações teatrais em pontos públicos e distribuído material informativo sobre os direitos dos clientes bancários.
Em Curitiba, a manifestação se concentrou na rua XV, no centro da cidade, em frente ao prédio histórico do Banestado. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, José Daniel Farias, o Itaú não tem feito investimentos sociais, além de demitir um grande número de pessoas. ''O Itaú não investe na carteira de crédito de habitação, nem na agricultura, e isso tudo prejudica a população'', criticou.
Além de representantes da Fetec e do Sindicato dos Bancários, membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Fórum Popular Contra a Venda da Copel estiveram no local.
A organização do Fórum Contra a Venda da Copel, composto por mais de 400 entidades de classe e câmaras municipais, começou ontem o plebiscito para decidir o futuro da empresa. A consulta popular vai ser feita até mesmo nos municípios onde os legislativos não aprovaram projeto de decreto marcando o plebiscito. O plebiscito, que vai até o dia 21, não tem valor legal, apenas peso político. (Colaborou Rosana Félix, de Curitiba)


