Privatização rende US$ 5,9 bilhões
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sexta-feira, 20 de dezembro de 1996
Agência Estado 
RIO - O vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), José Pio Borges, informou ontem que a receita do Programa Nacional de Desestatização (PND) em 1996 foi de US$ 5,922 bilhões. Esse número inclui a venda de 11 empresas controladas pela União, que alcançaram US$ 4,679 bilhões, as dívidas transferidas para o setor privado, calculadas em US$ 670 milhões, e as receitas obtidas com as privatizações da Companhia Elétrica do Rio de Janeiro (Cerj) e Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT). As duas empresas estaduais privatizadas em 96 permitiram a arrecadação de US$ 587,4 milhões (Cerj) e US$ 655,6 milhões (CRT).
Do total apurado com a venda das estatais, US$ 3,008 bilhões foram pagos em dinheiro e US$ 1 bilhão em moedas podres (títulos do governo). Com o arrendamento de cinco malhas da Rede Ferroviária Federal - leiloadas por US$ 1,476 bilhões - , o governo arrecadou em moeda nacional R$ 431,98 milhões à vista, devendo os R$ 1,071 bilhão restantes serem pagos ao longo do período de arrendamento.
Borges fez ontem um balanço das privatizações desde 1991. Nesse período 54 empresas passaram para a iniciativa privada, tendo sido vendidas por US$ 14,863 bilhões e permitindo a transferência de US$ 4,56 bilhões em dívidas. Com isso, a receita com as privatizações no período chega a US$ 19,42 bilhões.
No governo Fernando Henrique Cardoso foram privatizadas 21 empresas, das quais 19 controladas pela União e duas estaduais (vendidas por US$ 6,26 bilhões). No governo Itamar Franco foram vendidas 17 empresas por US$ 4,67 bilhões e no governo Collor foram 16 empresas vendidas por US$ 3,93 bilhões.
Segundo o vice-presidente do BNDES, o PND deverá arrecadar R$ 10 bilhões em 1997. Esse valor leva em conta a venda da Companhia Vale do Rio Doce, cujo edital de venda, segundo Borges, deverá ser publicado no final de janeiro ou início de fevereiro. O leilão deverá acontecer 45 dias após o edital.


