Privatização não aumentou renda e nem gerou empregos
O economista e professor da USP Roberto Macedo afirmou ontem que o processo de privatização brasileiro foi eficiente para aumentar a produtividade, mas que não melhorou a distribuição de renda, nem gerou empregos. Isso era o que deveria ser esperado mesmo. Mas acredito que o governo poderia ter pensado em um modelo alternativo para que o ganho deste processo pudesse ser melhor distribuído pela população, disse.
Ele defendeu que passivos como o FGTS possam ser cada vez mais utilizados no processo de privatização. Macedo acrescentou que o processo de leilões acabou beneficiando grandes grupos ao invés de democratizar os benefícios aos trabalhadores. O economista lembrou que partidos de oposição poderiam ter participado mais dessa discussão. A oposição fez guerrilhas contra os leilões e não soube tirar melhor proveito do programa de privatização. disse o professor da USP.
O sindicalista Luiz de Oliveira Rodrigues, dirigente da Força Sindical, admitiu que na primeira etapa do Programa de Privatização houve um debate ideológico, que prejudicou muito os trabalhadores, que acabaram ficando de fora do processo. Rodrigues, que dirigia o Sindicado dos Metalúrgicos de Volta Redonda (RJ) na época da privatização da CSN, defendeu que os trabalhadores devem ter maior participação em todo o processo de privatização, desde o edital até a definição da venda.





