Privatização impulsiona Bolsas
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terça-feira, 03 de março de 1998
Carmem Murara 
Os presidentes das Bolsas de Valores do País apostam no programa de privatização do governo federal para aumentar a participação de investidores internacionais no mercado nacional. As negociações ainda não foram recuperadas totalmente após a crise mundial, deflagrada com a queda dos mercados asiáticos. As ações ainda estão com desvalorização média de 30%. Os presidentes e vices das nove Bolsas de Valores estiveram ontem, em Curitiba, para a reunião anual do conselho nacional.
O pregão diário da Bovespa, onde são fechados 90% das operações financeiras do País, tem registrado um volume de negócios de R$ 600 milhões, nos últimos dias. Antes das sucessivas quedas de novembro, o pregão chegava a R$ 900 milhões. No auge da crise, chegou a R$ 350 milhões.
O vice-presidente da Bolsa de Valores de São Paulo, Raimundo Magliano Filho, disse que a Bolsa se regulou de maneira rápida e os investimentos internacionais contribuíram para a recuperação. A privatização vai ajudar a impulsionar os negócios, ressaltou. A estimativa é que voltem a entrar US$ 60 bilhões no mercado financeiro nacional. O que mais atrai os investidores é a privatização do Sistema Telebrás e das companhias de energia elétrica.


