O ex-funcionário do Banco Central e responsável pela privatização do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), Ênio Botelho, afirmou ontem que o processo de privatização do Banestado vai se dar nos mesmos moldes dos demais bancos estaduais já vendidos à iniciativa privada. Botelho desembarcará no Paraná, nos próximos dias, a convite do presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, para prestar serviço de consultoria ao banco. Ele vai auxiliar o vice-presidente e diretor de Privatização, José Evangelista de Souza, no processo de venda do banco.
Responsável também pela privatização do Banco de Crédito de Real, Botelho disse que o período para se fazer a privatização do Banestado é curto, mas será suficiente se a diretoria trabalhar com metas definidas. ‘‘Vamos somar experiência e sabemos que vamos ter muito trabalho’’, afirmou.
Botelho não analisou a situação do Banestado, mas mesmo assim decidiu aceitar o convite para auxiliar o vice-presidente, um amigo seu desde a época em que trabalhavam juntos no Banco Central. Botelho havia sido convidado para assumir a própria diretoria de Privatização, mas por questões pessoais recusou. Além de Ênio Botelho, o Banestado escolheu o ex-presidente do Banco do Estado de Pernambuco (Bandep), Wanderlei Benjamin, para auxiliar no trabalho.
A data para que os dois consultores comecem a trabalhar deve ser definida na próxima semana, quando toda a diretoria já vai estar mais inteirada da situação do Banestado. Ontem, os sete diretores passaram o dia reunidos, sendo que pela manhã eles participaram da reunião mensal do Conselho de Administração.
O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, assina hoje o termo de posse, passando a assumir o controle administrativo da instituição financeira.

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