Privatização de estatal não é mais prioridade
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2000
De Curitiba 
O BNDES retirou de sua lista de prioridades o financiamento da privatização de estatais brasileiras. Segundo o presidente do banco Francisco Gross, a intenção agora é fazer com que os grupos investidores banquem sozinhos a compra das empresas. O financiamento foi importante no passado, quando o País tinha dificuldades econômicas. Isso mudou, afirmou.
Gross avalia que as empresas interessadas na privatização estão com elevado grau de interesse nos leilões de venda. Por isso, não se faz necessária a presença do BNDES, ao contrário do que ocorreu na privatização do Sistema Telebrás. Quando as teles foram vendidas, a quase totalidade dos consórcios conseguiu dinheiro para a compra tomando empréstimos do banco.
Mas o BNDES continua presente nos processos de privatização, principalmente ajudando os governos federal e estadual a modelarem as estatais para a venda. Segundo Gross, o BNDES vai acompanhar a venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Ele disse que, por enquanto, a venda está em compasso de espera. A Eletrobrás tentou comprar parte das ações, mas esbarrou em questões jurídicas. Não é por aí que caminhará a privatização, afirmou. (C.M.)


