O presidente da petroleira, Pedro Parente: "Perdemos fatia de mercado. A competição agora existe no país, para a empresa é algo novo"
O presidente da petroleira, Pedro Parente: "Perdemos fatia de mercado. A competição agora existe no país, para a empresa é algo novo" | Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil



São Paulo – A abertura de uma discussão sobre a privatização da Petrobras teria sido um grande entrave à reestruturação da empresa, afirmou o presidente da petroleira, Pedro Parente, nesta quarta (30), em evento em São Paulo. "O foco é fundamental, ainda bem que não se abriu essa agenda, porque tinha-se que cuidar da sobrevivência da empresa", disse, destacando que a população é contrária à desestatização da Petrobras.
O executivo destacou a redução do endividamento da companhia e a necessidade de a estatal ampliar sua competitividade. "Perdemos fatia de mercado. A competição agora existe no país, para a empresa é algo novo", disse. Uma das medidas destacadas para dar competitividade é a nova política de preços da companhia, que passou a seguir os mercados internacionais.
"Era arrogância imaginar que a Petrobras poderia ser formadora de preços. O que estamos fazendo é reagir a flutuações. É por defender o legítimo interesse da empresa que temos que defender a flutuação, se não, teremos perda ainda maior de market share [fatia de mercado]."

CESSÃO ONEROSA
Parente afirmou que a estatal pretende iniciar a operação de oito novas plataformas, das quais três são na área de cessão onerosa, nos campos de pré-sal da bacia de Santos. Em relação ao acordo hoje negociado com o governo federal sobre esses contratos de cessão onerosa, o presidente da Petrobras reafirmou sua perspectiva positiva em relação à comissão formada para debater o tema, que terá sua primeira reunião em fevereiro.
Parente também disse ser "factível" a realização do leilão dos excedentes na primeira semana de junho, " desde que se trabalhe com ritmo". Os contratos da cessão onerosa, firmados em 2010, permitiram que a petroleira explorasse 5 bilhões de barris de petróleo em campos de pré-sal da bacia de Santos. Em troca, a União receberia parte da produção.
Durante a exploração, porém, descobriu-se que os volumes eram muito maiores que os 5 bilhões -o chamado excedente da cessão onerosa. Ainda não há consenso sobre o volume desse excedente, mas seria de ao menos outros 5 bilhões de barris, segundo Parente.

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