O empresário Carlos Mariani, presidente da Petroquímica da Bahia (holding do grupo Mariani), disse ontem que até o final de janeiro os controladores da Copene (Companhia Petroquímica do Nordeste) decidirão quando e como a empresa será vendida. O grupo Mariani detém 16% do capital da Norquisa, controladora da Copene.
Também ontem, o empresário Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira (grupo Ipiranga), presidente do conselho de administração da Copesul (Companhia Petroquímica do Sul), disse que são infundados os rumores de que a empresa gaúcha retornaria à disputa pelo controle da Copene, após haver desistido formalmente.
Foi o veto do grupo Ipiranga que tirou a Copesul da disputa pela Copene. O grupo Odebrecht, que divide com o Ipiranga o controle da Copesul e também participa do controle da Copene (é um dos vendedores), defendia a entrada da empresa gaúcha no leilão.
Carlos Mariani disse que, com o fracasso do leilão realizado na madrugada do dia 15, várias opções ficaram em aberto para a venda da Copene, inclusive a hipótese de um leilão com preço mínimo aberto. No primeiro leilão, os vendedores tinham um preço de referência (US$ 1,05 bilhão), mas ele era desconhecido dos interessados. O grupo Ultra, único a fazer proposta, ofereceu US$ 822 milhões, valor que foi recusado.
Além dos grupos Mariani e Odebrecht, estão vendendo suas participações na Copene os grupos Suzano e Econômico, este representado pelo Banco Central, gestor dos bens do antigo Banco Econômico.
É a participação do BC na operação que deixa os vendedores em dúvida sobre a forma que terá a nova tentativa de venda. De acordo com a legislação, o setor público só pode fazer esse tipo de venda em leilão.

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