Prioridade é criar emprego, diz Furlan
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sexta-feira, 09 de janeiro de 2004
Théo Saad<br>Agência Estado 
Brasília- O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse ontem que a prioridade da pasta em 2004 será a criação de empregos. ''Vamos continuar com esse trabalho de promoção das exportações, mas a ênfase do ministério será para política industrial, criação de empregos e desenvolvimento'', afirmou, em entrevista coletiva. '' E a área de comércio exterior continuará andando em velocidade de cruzeiro'', ressaltou.
O setor exportador, que inclui várias áreas da economia, irá contribuir com sua parcela para a criação de vagas no País. No início da semana, Furlan previu que o aumento das vendas externas poderá criar cerca de 1 milhão de postos de trabalho este ano.
Furlan disse ter convicção de que a meta de atingir US$ 80 bilhões em exportações para este ano será superada. ''A maioria dos analistas diz que a meta é arrojada, e tem alguns que dizem que é acanhada. A média dos analistas diz que (as exportações) vão ficar em US$ 76 bilhões.
Vamos perseguir os US$ 80 bilhões e temos convicção de que vamos ultrapassar a meta'', disse o ministro.
Bens de capital - A desoneração de bens de capital deverá ser anunciada nos próximos dias. ''A desoneração deverá ser anunciada proximamente, em consonância com a política industrial'', disse. Isso significa, segundo ele, que a medida deverá premiar setores em que os ganhos de produtividade e competitividade no mercado externo forem maiores.
Furlan disse que esse é apenas um dos pontos da política industrial que serão implementados até 31 de março. ''Daqui até lá, teremos uma novidade por semana'', disse. Um desses pontos poderá ser o financiamento para compra de bens duráveis, a exemplo do que foi feito com os eletrodomésticos da linha branca no fim do ano passado. ''O setor moveleiro, que está com 40% de capacidade ociosa, já pleiteou isso'', afirmou.
O ministro disse que haverá atração de investimentos na área de produção de microprocessadores. ''Vamos sair a campo mundialmente, queremos complementar a cadeia produtiva'', disse. Segundo ele, os investimentos nessa área podem chegar a US$ 1,5 bilhão.
Metas - Furlan adiantou que o governo só divulgará uma meta de superávit na balança comercial em junho. O ministro disse ter feito, durante reunião ontem no Palácio do Planalto, o detalhamento da política industrial, do andamento dos fóruns setoriais de competitividade e também das exportações, ''de modo que o presidente (Luiz Inácio Lula a Silva), o vice-presidente (José Alencar) e os demais membros da reunião (dez ministros e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles) tivessem conforto e acreditassem que a meta será cumprida e que não foi tirada da cartola''.


