Carmem Murara
De Curitiba
O presidente da Renault no Brasil, Luc-Alexandre Menárd, criticou a intenção do governo federal de fazer o programa de renovação da frota nacional apenas com carro movidos a álcool, como foi cogitado no início da semana. ‘‘Seria um golpe do governo federal contra as novas montadoras instaladas no País’’, afirmou Menárd, que passou o dia de ontem acompanhando a visita do presidente mundial da empresa, Louis Schweitzer, à fábrica de São José dos Pinhais.
Menárd disse que a Renault estuda o lançamento de carro a álcool, mas o projeto levará pelo menos um ano para ficar pronto. ‘‘Já decidimos fazer o carro a álcool, mas primeiro teremos de fazer os ensaios (testes) para que os carros possam rodar com segurança’’, afirmou.
Ele defendeu ainda o adiamento por alguns meses do programa de renovação da frota, para que as montadoras e o próprio governo possam esperar um aquecimento na economia nacional. O presidente da Renault no Brasil tem esperanças de que a economia mantenha o ritmo de crescimento registrado no primeiro trimestre. ‘‘Estamos de acordo com a Anfavea para a renovação da frota, mas consideramos que se o ciclo econômico vai subir, seria melhor adiar a renovação neste momento’’, opinou Menárd. Ele disse que as vendas na Renault estão muito melhores do que há três meses.
O setor automobilístico aquece como um todo. Segundo a Assoaiação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), houve um crescimento de 5% nas vendas entre fevereiro e março e de 13% sobre março do ano passado.

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