Genebra - Os subsídios agrícolas dados pelos países ricos a seus produtores fazem mal à saúde. A constatação foi feita por médicos e especialistas, alertando que os países desenvolvidos precisam promover uma nova dieta entre sua população para evitar a praga da obesidade e diabete que cresce cada vez mais no planeta. Para isso, precisam abandonar os incentivos excessivos para a produção de açúcar, óleo e outros produtos agrícolas que recebem bilhões em subsídios.
O inglês Philip James, chefe do Grupo Internacional de Combate à Obesidade, é um dos especialistas que defende a tese do corte de subsídios para promover novos hábitos alimentares. ''Concentramos o dinheiro dos contribuintes dos países ricos para os setores da cadeia alimentar que mais causam a epidemia da obesidade'', avalia. ''Esses subsídios dados nas últimas décadas contribuíram para uma crise no setor de saúde hoje'', aponta.
De fato, a Europa passou nos últimos 30 anos de importadora de açúcar para a segunda maior exportadora do produto no mundo. Governos e especialistas reconhecem que os europeus apenas conseguiram essa transformação graças aos subsídios.
Estudos elaborados por várias entidades, inclusive o Banco Mundial, apontam que o corte de subsídios teria um impacto significativo na produção de países em desenvolvimento, que hoje sofrem concorrência desleal dos produtores dos países ricos.
Já a preocupação em relação à obesidade e diabete tem aumentado nos últimos anos. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas sofrendo com as consequências da obesidade começa a se aproximar ao número de pessoas passando fome no planeta. Para completar, os problemas relacionados à obesidade podem gerar a falência dos sistemas públicos de sa©úde.

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