Primeiro dia de horário estendido no comércio tem movimento tímido

Lojas de rua podem funcionar até 17 horas de segunda a sexta, mas a medida que mais animou os comerciantes foi a reabertura do comércio aos sábados, das 9 horas às 13 horas

Mie Francine Chiba - Grupo Folha
Mie Francine Chiba - Grupo Folha

O movimento após as 16 horas no Calçadão de Londrina ainda era tímido nesta segunda-feira (28), primeiro dia de horário estendido no comércio. Mas os lojistas já estão animados com a possibilidade de vender mais, especialmente aos sábados, quando as lojas poderão voltar a abrir. 


A decisão de estender o horário do comércio de Londrina foi anunciada na última quinta-feira (24), pelo prefeito Marcelo Belinati. No dia seguinte, ele assinou um novo decreto permitindo a abertura das lojas de rua de segunda a sexta-feira, das 10 horas às 17 horas, e aos sábados das 9 horas às 13 horas. Até então, o comércio abria apenas de segunda a sexta, das 10 horas às 16 horas.




Já os shoppings poderão abrir de segunda a sábado, das 11 horas às 22 horas. Antes, os centros de compras abriam apenas de segunda a sexta-feira, das 11 horas às 19 horas.


A autônoma Débora Taborda Miranda ainda não sabia que o comércio já estava aberto até 17 horas, mas aprovou a medida. "Vim para o centro com medo de fechar. Acho que deveria ter voltado ao horário normal faz tempo, porque atrapalha as vendas e tumultua."


O porteiro Marcos Antônio foi para o centro com a esposa, a sogra Helena Vieira e a filha Maria Alice, de seis anos, para buscar um ventilador. Para eles, o horário ampliado do comércio permite ter mais tempo para resolver pendências no comércio. "É bom porque a gente pode vir mais tarde", disse Vieira.


"É melhor porque a gente tem mais tempo para fazer compras", disse a autônoma Loedna Monteiro, que  aproveitou o primeiro dia de horário estendido do comércio com a filha Julia, de cinco anos, para passar nas lojas do centro da cidade.  


Para a gerente da loja Mega Jeans, Rosângela Fonseca, a ampliação do horário de funcionamento das lojas vai dar mais tranquilidade no atendimento nos horários de pico, que costuma ser perto da hora de fechamento. Mas a medida que mais agradou os lojistas foi a possibilidade de abrir as lojas aos sábados, dia de grande movimento no comércio. "Muita gente trabalha de segunda a sexta", observa Fonseca.


"Uma hora a mais durante a semana não dá muita diferença. Mas aos sábados sim, especialmente para pessoas para pessoas que trabalham e não têm oportunidade de vir durante a semana", comenta por sua vez a gerente da Casa dos Chinelos, Juliana Tavares Bittencourt. Mesmo assim, no primeiro dia de horário ampliado, ela considera que as vendas já foram boas e a expectativa é de melhorar nos próximos dias.


OTIMISMO

O presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Fernando Moraes, afirmou que o otimismo aumentou entre os lojistas com a ampliação do horário do comércio, e que a maior conquista foi a abertura das lojas aos sábados. "O sábado sempre representou 30% do faturamento da semana. Isso é um histórico de anos." 


Como trabalhadores do setor de serviços e servidores públicos não tinham tempo de frequentar o comércio de dia durante a semana, o presidente da Acil diz acreditar que os lojistas perderam muita venda para o e-commerce. "Esse pessoal ficava apertado no horário de trabalho. Quando tinha folga ou era depois das 18 horas ou no sábado, quando também estava fechado. Na minha visão, o comércio perdeu muita venda para o e-commerce."




A possibilidade de os shoppings permanecerem abertos até 22 horas também vai ser um grande diferencial para os estabelecimentos ali instalados, principalmente para a praça de alimentação, acrescenta Moraes. "As praças estavam praticamente só com almoço. Às 19 horas não tinha como jantar. A venda nos shoppings é mais importante à noite."

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