BELÉM - O grupo Agropalma, coligado do Conglomerado Financeiro Real, inaugura em abril, em Belém (PA), a primeira refinaria de óleo de palma do País. A unidade da Cia Refinadora da Amazônia, empresa do grupo, custou US$ 7 milhões e vai processar incialmente 120 toneladas do óleo - também conhecido como azeite de dendê - por dia. Outros US$ 13 milhões serão empregados na segunda etapa do projeto, que dobrará a produção diária, permitindo a elaboração de novos produtos.
De acordo com Carlos Roberto Ortiz Nascimento, diretor superintendente da Agropalma, a unidade transformará em oleína e estearina o óleo bruto gerado pelas agroindústrias do grupo a partir de 16 mil hectares de palmares cultivados na região de Tailândia, a 160 quilômetros da capital paraense. A oleína será envasada como óleo de cozinha. A estearina entrará na fabricação de margarinas, gorduras vegetais, cosméticos e sabonetes.
Nascimento afirmou que o uso desses produtos em relação aos obtidos de outros grãos e vegetais está crescendo. ‘‘Há trinta anos sua fatia na produção mundial de óleos e gorduras era de apenas 4%, hoje representa 17%, sendo superada apenas pela soja’’. Um dos fatores que explicam a mudança, segundo ele, é que o óleo de palma dispensa a hidrogenação artificial para atingir o estado sólido, processo questionado por nutricionistas.

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