Comprar desenfreadamente nada tem a ver com escolhas mais aguçadas. O consumista mostra-se com uma personalidade compulsiva, que anseia por preencher um vazio interno, que na real não será preenchido com nada, muito menos com suas compras. ''A neurociência hoje em suas pesquisas mostra que o compulsivo por compras tem um cérebro semelhante ao compulsivo por drogas. É um adicto'', explica a psicóloga Denise Tinoco. Portanto, nada de comparações.
Não há nada de errado se você é, conhece ou convive com uma pessoa que gasta mais de um salário mínimo em um sapato, por exemplo. Segundo Denise, ''desde que ninguém esteja se privando em suas necessidades básicas, não existe problema algum''. O interessante é saber que esse tipo de comportamento integra-se ao mundo atual. ''Valoriza-se muito o ter hoje em dia. Os valores estão se invertendo'', conclui a psicóloga. (E.S.)

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