O impacto da elevação do IOF no cheque especial deve ocorrer na forma de aumento de taxa exigida pela administradora no sistema rotativo, no parcelamento, no saque e em caso de atraso. Nessas operações não há cobrança direta do imposto do consumidor.
A empresa solicita o empréstimo em nome do cliente e o custo do tributo, que ela paga ao banco, é embutido nos juros cobrados. Para quem quita a fatura integralmente na data do vencimento, não há incidência de IOF.
Profissionais do mercado de cartões de crédito acreditam que o aumento do IOF de 6% para 15% ao ano possa significar a elevação de cerca de um ponto porcentual nas taxas mensais, que hoje oscilam entre 8,3% e 12,6% por mês. Num primeiro momento, porém, instituições como Boston, Bradesco e Banco do Brasil não pretendem aumentar os juros. O diretor de Marketing da Visa, Gastão Mattos, entende que a alta do imposto não deve levar à redução das compras com cartão. Na Visa, apenas cerca de 30% dos clientes utilizam o crédito rotativo. Ele acredita apenas em uma queda, não imediata, no uso desse sistema.

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