O governo reduziu a estimativa do saldo da balança comercial. A nova meta, antes de US$ 4,4 bilhões, agora é um superávit de US$ 2,8 bilhões até dezembro, anunciou ontem a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Lytha Spíndola. O saldo acumulado até junho é positivo em US$ 856 milhões. Apesar de reduzir as expectativas em torno do resultado da balança, o governo aumentou em US$ 1 bilhão, de US$ 55,4 bilhões para US$ 56,4 bilhões, a meta de exportação, mas elevou ainda mais, em US$ 2,6 bilhões, a estimativa de importação até o fim do ano, que passou de US$ 51 bilhões para US$ 53,6 bilhões.
A nova meta é ‘‘conservadora’’ na opinião da secretária. Para Lytha, o governo pode ultrapassar esse número, ao qual chegou consultando os setores sobre as expectativas de vendas e analisando os contratos. ‘‘As exportações de materiais de transporte, por exemplo, já aumentaram 47,8% até junho, mas contamos com um aumento médio de 29,2% para o ano, porque essa é a previsão do setor’’, disse Lytha.
Outra variável que entrou nos cálculos do governo foi o preço das commodities no mercado internacional, que não recuperaram as cotações de 1997, como esperava o governo. Segundo ela, o aumento na meta de exportações ocorreu por causa do desempenho das vendas de manufaturados, acumuladas em US$ 15,4 bilhões, 22% acima do resultado de 1999. O aumento na estimativa de importação é resultado da alta do preço do petróleo e das compras de matérias-primas.

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