Curitiba A previsão é que o Estado não tenha chuvas suficientes para amenizar o problema da estiagem. Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Luiz Renato Lazinski, hoje chega ao Estado uma frente fria no Sul, Sudoeste e Centro-Sul mas não deve atingir o Norte do Paraná. Com isso, devem ocorrer chuvas fracas no Centro-Sul e não vão atingir o Norte. ''As chuvas não vão resolver a situação crítica de estiagem'', disse.
Em maio, choveu de 20% a 30% do que deveria chover no Estado. Em Curitiba a previsão para maio era de 90 milímetros e choveu 26 milímetros. Em Londrina, deveria chover 100 milímetros em maio, mas choveu apenas 30. Em junho, Londrina teria que ter 94 milímetros e o nível ficou em 5 milímetros. Em Curitiba, a média de junho é de 97 milímetros mas, até agora choveu 3,6. Esta situação de poucas chuvas se arrasta desde janeiro.
Energia A Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) não prevê desabastecimento de energia apesar de a capacidade de preenchimento dos reservatórios do Rio Iguaçu estar em apenas 30%. Como o sistema elétrico nacional é interligado, o Paraná consegue utilizar energia de outros pontos do País. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema (ONS) até agosto não haverá problemas de suprimento de energia no País.
Hoje, 90% da capacidade de produção da Copel vêm de três usinas do Rio Iguaçu - Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias. Na média, o nível de preenchimento dos reservatórios delas é de 30%. No Sudeste, Norte e Nordeste do País, os reservatórios estão 80% preenchidos. A Copel teve a solicitação do ONS para que a Usina Termelétrica a Gás de Araucária comece a operar antes da previsão de janeiro de 2007.(A.B.)

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