Curitiba - Em 2006, a Copel pretende investir R$ 553,1 milhões. As maiores fatias devem ficar com os projetos nos setores de distribuição (R$ 317,4 milhões) e transmissão (R$ 176,8 milhões). O setor de telecomunicações terá recursos de R$ 34,9 milhões, o de geração R$ 21,6 milhões e a área de participações de R$ 2,4 milhões.
A Copel pagou em 2005 R$ 190 milhões entre multa e encargos da dívida referente ao suprimento de gás natural para a Usina Termelétrica de Araucária. No ano passado, a estatal também fez um provisionamento de R$ 140 milhões para poder arcar com esta pendência. O valor corrido do débito com a Petrobras era de R$ 750 milhões mas o governo do Estado conseguiu reduzir o valor para R$ 150 milhões que serão pagos em 60 parcelas, com início em janeiro de 2010 e correção pela taxa Selic. Em 2006, a companhia tem dívidas de curto prazo no valor de R$ 215 milhões.
Segundo Ghilardi, o governador deve encaminhar mensagem à Assembléia Legislativa na semana que vem para a assinatura do acordo definitivo entre Copel e El Paso, para que a companhia paranaense compre 60% das ações que a El Paso tem na Usina Termelétrica de Araucária (UEG Araucária). A usina vai precisar de investimentos de R$ 50 milhões na adaptação de turbinas para o sistema bicombustível e na recuperação. A previsão é que comece a operar ainda neste ano. A energia gerada pela usina vai atender em 2009 o pool que comercializa centralizadamente, em sistema de leilão, toda eletricidade produzida no País.
Em 2005, as ações da Copel subiram 55% na Bovespa e o índice Ibovespa 28%. Em Nova York, as ações da estatal subiram 68% em 2005 e o índice Dow Jones caiu 0,61%. Para o presidente da Copel, Rubens Ghilardi, o bom resultado das ações pode ser atribuído à transparência total da empresa que tem trazido confiança maior aos acionistas. A Copel é hoje uma das 15 empresas mais valiosas do Brasil.
A receita operacional líquida atingiu R$ 4,85 bilhões em 2005 com aumento de 23,6% em relação a 2004. O lucro operacional de R$ 728 milhões foi 21,2% maior que o registrado em 2004, enquanto as despesas operacionais de R$ 4,034 bilhões cresceram 21,4%. Em 31 de dezembro de 2005, o ativo total da Copel era de R$ 10,939 bilhões e o patrimônio líquido de R$ 5,487 bilhões. O endividamento total chegava a R$ 2,44 bilhões, ou 37,3% sobre o patrimônio líquido. (AB)

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