Previsão é boa também para o mercado doméstico
São Paulo - Além da recuperação da demanda no mercado interno, a Pries começa a ampliar suas exportações para fabricantes de fogões nos Estados Unidos e no México. A empresa fatura cerca de US$ 10 milhões por ano, dos quais 20% vêm do exterior. Para este ano, a meta é aumentar esse número para 40%.
As vendas externas ajudaram a manter aquecida a produção da Calçados Sândalo, em Franca (SP). A empresa teve de reduzir em uma semana o período de férias coletivas para atender a contratos de exportação, que devem manter aquecida a produção de fevereiro também. Um indício de que há um potencial maior para as exportações foi a visita de potenciais importadores europeus no estande da empresa na Couromoda, feira internacional de calçados recentemente realizada em São Paulo.
''O número de contatos de negócios dobrou em relação à feira do ano passado, devido à visita de um número grande de empresários europeus. Com o euro caro, o calçado brasileiro fica mais competitivo na Europa'', observa Carlos Brigagão, presidente da Sândalo. Brigagão, que está confiante também na recuperação das vendas domésticas, espera faturar este ano 15% a mais do que em 2003, quando 50% da produção da empresa foi para exportação.
Embaladas pelo excelente desempenho do agronegócio, as vendas de máquinas e implementos agrícolas não páram de crescer. Na Jumil, umas das maiores fabricantes de máquinas para plantio de grãos no País, a demanda cresceu 20% em relação ao início do ano passado. ''O agronegócio vem carregando o País nas costas'', diz Rubens Dias de Morais, presidente da Jumil, ressaltando que o setor responde por mais de 35% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.





