O relatório de intenção de plantio de soja do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciado ontem já provocou algumas alterações no mercado internacional. A previsão de área de plantio da safra americana, para este ano, ficou acima das expectativas do mercado. Conforme o relatório, os EUA devem cultivar nessa safra 27,8 mil hectares de soja. As estimativas mais otimistas dos ‘‘traders’’ era de que essa área chegasse, no máximo, a 27 mil hectares.
Segundo o analista de mercado da corretora Carraro Agrobussines, de Maringá, Walter Coutinho Júnior, o relário do USDA era esperado para dar direção ao mercado da soja. ‘‘O aumento da área a ser cultivada significa maior produção, ou seja, aumento na oferta’’. Na avaliação de Coutinho, os dados divulgados ontem não devem alterar o mercado de soja no curto prazo.
Aliás, o preço da soja fechou ontem na Bolsa de Chicago com uma pequena alta, 0,75 cents de dólar, passando para 855,75 cents o bushel (1 bushel soja equivale a 27,215kg). ‘‘Até julho provavelmente não haverá alteração no mercado. Já que é período de entressafra americana e fim de safra brasileira - os dois maiores produtores de soja do mundo’’, explica o analista.
Mas, a perspectiva de maior oferta refletiu no mercado futuro, que já teve queda substancial dos preços. Para novembro, época de safra americana, a soja fechou ontem no pregão a 693 cents de dólar o bushel. Isso significa queda de 21 cents, em relação ao preço anterior à divulgação do relatório - 714 cents de dólar o bushel. ‘‘Essa queda é expressiva, já que a bolsa considera 30 cents a variação máxima tanto em aumento, quanto em queda dos preços’’. Com relação ao mercado interno, Coutinho acredita que a situação se mantém estável.

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