Dados meteorológicos sobre possibilidades de secas na região Leste norte-americana, grande produtora de soja, divulgados ontem pelo Serviço Administrativo Oceânico e Atmosférico (NOAA), mais a alta do dólar, que fechou a R$ 2,3820, movimentaram as negociações da commodity interna e externamente.
Na Bolsa de Chicago, pregão manteve atuação positiva, fechando com 4 cents de dólar de alta para contratos de julho (US$ 4,55/bushel) - no pregão anterior, alta chegou a 13,5 cents (US$ 4,51/bushel). No Porto de Paranaguá, mercado exportador aquecido com negócios até R$ 22,80/saca, a cotação média anterior foi de R$ 21,50.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) também informou ontem que já foram exportados 26,6 milhões de toneladas de grãos, número muito significativos para o mercado já que a meta americana para esta safra é de 26,94 milhões de toneladas.
‘‘Mesmo o Leste não sendo a maior região produtora dos EUA, essa informação sobre o clima é de grande relevância e, pessoalmente, acho que manteremos uma atuação positiva na semana que vem’’, comentou o corretor de mercados, Camilo Motter, da Granoeste Corretora.
O plantio da safra norte-americana 2001/02 está estimado em 70% da área, superando a média dos últimos cinco anos (65%).
Indicador O indicador de Preços da Soja Esalq/BM&F ficou ontem em R$ 21,43/saca, com alta de 3,28%. Em dólar, o indicador do preço da soja ficou em US$ 9,00/saca, com alta de 2,74%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços disponíveis em cinco praças do Estado do Paraná.
Milho A redução da área de plantio de milho nos EUA já confirmada, pode abrir oportunidades de exportação do produto no Brasil. Os preços do produto vêm reagindo antes mesmo do previsto (ver preço do milho na página 3). Outro fator de aquecimento do mercado do milho é a previsão de aumento do consumo no Brasil.

mockup