O Banco Central (BC) espera mais inflação este ano. Na estimativa do BC, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 9,5%, 0,5 ponto percentual acima da projeção do órgão divulgada em junho (9%). Para o professor do curso de Economia da Universidade Federal do Paraná, Marcelo Curado, boa parte a inflação é decorrente dos preços administrados e o restante é o aumento do câmbio.
Em 2016, a inflação deve atingir 5,3%, contra 4,8% previstos em junho. Em 12 meses acumulados no final do terceiro trimestre de 2017, a projeção ficou em 4%.
Essas projeções são do cenário de referência, em que o BC levou em considerações informações disponíveis até o último dia 18 deste mês para fazer as estimativas. Nesse cenário foram considerados o dólar em R$ 3,90 e a taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano.
A inflação deve superar o limite superior da meta de inflação (6,5%) este ano. O centro da meta é 4,5%. Para tentar levar a inflação para a meta em 2016, o BC elevou a taxa básica de juros, a Selic, por sete vezes seguidas. Depois desse ciclo de alta, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no início do mês, a Selic foi mantida em 14,25% ao ano.
O Relatório de Inflação também traz projeção para a variação dos preços administrados por contrato e monitorados. A projeção é aumento de 15,4%, este ano, contra 13,7% previstos em junho. Essa projeção considera variações ocorridas, até agosto, nos preços da gasolina (9,6%). O BC também considerou a projeção de aumento de 15% no preço do botijão de gás, de redução de 3,5% nas tarifas de telefonia fixa e de aumento de 49,6% nos preços da eletricidade. Em 2016, a projeção para o reajuste dos preços administrados é 5,7%, alta de 0,4 ponto percentual em relação a estimativa divulgada em junho. (A.B.)

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