São Paulo O dólar reduziu a alta na reta final do pregão de ontem, mas ainda assim fechou com valorização de 0,39%, a R$ 3,598 para compra e a R$ 3,601 para venda; com os investidores esperando o início de uma guerra no Iraque para o dia 7.
Operadores notaram ontem um fluxo maior de saídas de recursos, embora os valores não tenham sido muito expressivos. Além disso, quem tem dólares para vender elevou o preço, antecipando uma provável alta em caso de guerra.
Nesta sexta-feira, o chefe de inspeção de armas da ONU (Organização das Nações Unidas), Hans Blix, apresentará um novo relatório sobre o Iraque, do qual pode depender a anuência do organismo a uma ação militar. Uma semana depois, dia 7, acaba o prazo imposto pela ONU para o Iraque se desarmar.
Os EUA e o Reino Unido acusam o governo de Saddam Hussein de manter armas de destruição em massa e defendem uma ação militar como saída, embora os inspetores da ONU ainda não tenham conseguido provar que as armas existam.
Bolsa A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem em queda de 0,60%, aos 10.191 pontos e volume financeiro de R$ 578,048 milhões. O Ibovespa (principal índice e que reúne as 54 ações mais negociadas) chegou a cair até 2,25%, também empurrada pela divulgação de que o índice de confiança do consumidor dos EUA desabou em fevereiro para o menor nível desde outubro de 1993.
''Há entre os investidores o medo de uma nova epidemia de casos de irregularidades nos balanços de grandes corporações depois da notícia envolvendo a holandesa Royal Ahold (terceira maior varejista do mundo)'', diz o diretor da corretora Planner, Luiz Antonio Vaz das Neves.
A maior queda ocorreu na ação ordinária da Embraer: 7,11%. Seguida pelos papéis preferenciais da estatal, com queda de 6,72%. As perdas de ontem começaram após o anúncio feito pela companhia aérea suíça Swiss de que está cortando 20 aviões de sua frota.
No último dia 13, a Embraer anunciou a revisão para baixo da previsão de entregas em 2003 (de 148 para 136 aeronaves) e em 2004 (de 155 para 148 unidades). A crise da aviação mundial e as incertezas na economia global motivaram a revisão das metas. Entre as altas, as maiores ocorreram nas preferenciais da Braskem e da Bradespar, 5,6% e 4,74%, respectivamente.