Brasília - O Ministério da Previdência informou, ontem, que gastou R$ 2,565 bilhões a mais do que arrecadou em julho, acumulando rombo de R$ 25,381 bilhões entre janeiro e julho de 2010. O valor é relativamente próximo ao do mesmo período do ano passado, quando o deficit ficou em R$ 25,787 bilhões. Os valores estão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
O deficit de julho é resultado de uma arrecadação líquida de R$ 16,844 bilhões e uma despesa com pagamentos de benefícios previdenciários de R$ 19,410 bilhões.
O rombo do mês ficou 20,6% abaixo do registrado em julho de 2009 (R$ 3,230 bilhões) e 7,6% menor do que o de junho deste ano (R$ 2,776 bilhões).
O ministro Carlos Eduardo Gabas afirmou que espera um deficit de R$ 45,6 bilhões para 2010, mas pode ficar abaixo, já que o balanço dos últimos 12 meses registrou rombo de R$ 43,6 bilhões até julho.
''Em relação ao ano passado, tivemos melhoras consideráveis. O deficit é muito menor do que a expectativa no início do ano'', disse Gabas. O saldo negativo acumulado em 2010 (de R$ 25,381 bilhões) é 1,6% menor que o de 2009 -R$ 25,787 bilhões.
Na área urbana, a arrecadação líquida chegou a R$ 16,5 bilhões, em julho. As despesas chegaram a R$ 15,2 bilhões. O resultado previdenciário urbano teve superavit de R$ 1,3 bilhões.
Na área rural, a pasta teve crescimento na arrecadação de 3,1%, em relação a julho de 2009, e aumento de 7,4% das despesas com benefícios. A área rural teve deficit de R$ 3,4 bilhões no mês.

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