Previdência privada reduz IR
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quarta-feira, 05 de maio de 1999
Carmem Murara 
Quem pagou Imposto de Renda neste ano deve estar se perguntando como fazer para se livrar ou pelo menos amenizar o impacto do Leão do ano que vem. A resposta pode estar na aquisição de um plano de previdência privada. Oferecida hoje por dezenas de seguradoras em todo o País, a aposentaria complementar ao INSS pode representar um abatimento de até 12% da renda bruta na hora da declaração do imposto.
A aposentadoria complementar livra as pessoas do Leão e também ajuda a garantir um rendimento extra quando o trabalhador se aposentar. O salário a mais, além da aposentaria do INSS que está limitada a R$ 1,2 mil mensais, pode variar conforme o interesse do segurado. Uma pessoa que comece a contribuir aos 45 anos de idade para um plano de previdência privada poderia pagar R$ 300 ao mês, o que significaria acumular R$ 176 mil num prazo de 20 anos.
O diretor de produtos da Icatu Hartford Seguros, Flávio Ramos, diz, no entanto, que não é necessário esperar tanto tempo para começar a pagar um plano de previdência privada. Quanto mais cedo o trabalhador iniciar a contribuição, maior será o volume de rendimentos acumulados. Se compararmos uma pessoa de 25 anos e uma de 45 anos veremos que a primeira vai pagar um terço do valor da segunda e acumular o dobro de rendimentos, explica o diretor.
Hoje, a Icatu Seguros é considerada a sexta maior empresa no setor de previdência, conforme a listagem da Federação Nacional de Seguros (Fenaseg). A empresa está investindo no segmento de seguros previdenciários, aproveitando a mudança nas regras da Previdência no País e também.
No exemplo citado pelo diretor da Icatu, quem começa a contribuir com 25 anos num fundo previdenciário poderia optar por pagar R$ 100 ao mês e, quando atingisse 65 anos de idade, teria à sua disposição um benefício acumulado de R$ 349 mil. Este valor representa o dobro em relação ao trabalhador de 45 anos que contribua com R$ 300 ao mês.
Ramos explica que os fundos de pensão, onde o segurado vai aplicar seu dinheiro, variam desde os mais convencionais até os mais agressivos. Mas todos estão limitados a investir até o máximo de 49% em ações, segundo determinação da Sucep - órgão que regulamenta o setor.


