A maioria das pessoas deseja garantir um futuro mais tranquilo, contando com uma aposentadoria que possa suprir suas necessidades. O sistema previdenciário oficial não é muito animador: com frequência as regras mudam e a idade mínima para se aposentar aumenta. A saída que boa parte da população tem encontrado para mudar esse cenário é pagar um plano de previdência privada.
''Essa alternativa é interessante se a pessoa tiver um propósito firme, pois as parcelas são pagas mensalmente, e também quando ela não tem uma disciplina de poupar dinheiro todo mês'', avalia o professor de administração de finanças da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Vandir Bokorni Fernandes. Segundo ele, quem adquiri um plano privado continua tendo direito ao benefício do governo.
Antes de fechar um negócio com uma operadora de planos privados é preciso conhecer a empresa e estudar muito bem as regras do contrato e tudo o que o mesmo contempla. Uma opção pode ser o contrato oferecido por bancos privados ou públicos. ''As empresas em questão são mais seguras do que uma empresa sem expressão'', frisa Fernandes. ''A possibilidade do dinheiro ser resgatado, em caso de desistência do contribuinte é uma das regras que devem ser destacadas no contrato.''
Segundo ele, como os planos são bastante flexíveis, os valores das parcelas dependem basicamente da renda do interessado, o quanto ele pretende receber quando se aposentar e com qual idade deseja ''pendurar as chuteiras''. ''É óbvio que o valor pago agora, reflete diretamente no futuro. Por isso, os valores devem ser bem definidos no contrato. E quanto mais cedo a pessoa pensar nisso, melhor'', destaca o Fernandes.
Para os interessados, o professor lembra que alguns planos também permitem que parte do valor das parcelas seja deduzido do Imposto de Renda. ''É importante saber disso, principalmente agora que é o período da declaração.'' De acordo com ele, como um plano de previdência privada consiste em uma decisão para a ''vida toda'', é interessante que antes de fechar um contrato, o contribuinte consulte um profissional da área que pode ser um economista, um contador, um advogado ou um administrador.

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