Previdência privada este ano deve crescer 50%
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quinta-feira, 24 de abril de 1997
Agência Estado 
SÃO PAULO - O mercado de previdência privada aberta deve crescer 50% em 1997. A arrecadação de contribuições nos dois primeiros meses, de R$ 288 milhões, é a principal evidência desse crescimento, segundo Hélio Porto Carrero, superintendente de Seguros Privados (Susep), do Ministério da Fazenda. Esse é o novo filão do mercado financeiro, disse Carrero, que tem projeções prevendo crescimento até o ano 2006.
Atualmente, 5 milhões de brasileiros têm um fundo de previdência privada complementar à que receberá do INSS quando se aposentarem. Destes, 2 milhões integram a previdência fechada (estatais e grupos fechados para empresas) e 3 milhões estão engrossando a previdência aberta. Até o ano 2000, pelos cálculos de Carrero, o número total dobrará, chegando a 10 milhões. Na disputa por esses novos investidores, além das seguradoras e bancos nacionais, poderão estar, pelo menos, oito grupos estrangeiros. Quatro já entraram com pedido para operar no Brasil e outros quatro estão em processo de sondagem junto à Susep.
As seguradoras americanas Metropolitan Life, AIG Life e Cigna, além do banco holandês ING Bank, estão esperando a tramitação de seus pedidos de operação para entrar no mercado. A Cigna vai se associar ao Banco Excel, mas a Metropolitan e a AIG ainda não anunciaram parcerias com empresas brasileiras. Dos quatro grupos que estão tendo conversas informais com a superintendência, duas são seguradoras européias. Os europeus são mais lentos e cautelosos do que os americanos, que assumem riscos com mais facilidade, analisou Carrero. Se ganharem o aval da Susep, devem entrar no mercado de seguros e previdência ainda neste ano.
O mercado da previdência privada começou a mudar em 1995, quando cresceu 44%. No ano anterior, a expansão foi mais modesta: apenas 5%. Em 1996, a tendência de alta se manteve com 43%.


