Previdência privada é alternativa para poupar a longo prazo
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domingo, 01 de fevereiro de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O mercado de previdência privada atingiu uma captação de R$ 27,3 bilhões entre janeiro e novembro de 2008 no Brasil, o que representa um crescimento de 12,72% em relação ao mesmo período de 2007. Esses recursos são o total de contribuições que foram aportados pelos clientes dos planos de previdência. Os analistas da área consultados pela FOLHA consideram que é válido pagar uma previdência complementar, mas isso não quer dizer que pode ser contratado qualquer plano.
O consultor financeiro pessoal Raphael Cordeiro alertou que é necessário pesquisar e avaliar os benefícios que a pessoa vai ter antes de fechar o contrato. Um dos primeiros pontos é verificar os custos como taxa de administração (valor anual cobrado do saldo no valor de 1% a 4%) e taxa de carregamento (percentual que as seguradoras cobram sobre as contribuições mensais que varia de 0% a 9%).
A pessoa também precisa avaliar bem o seu perfil tributário. ''Caso contrate um plano incompatível com o seu perfil tributário, o segurado pode perder até 35% do valor final (que acumulou com o plano)'', disse Cordeiro. Um dos tipos de plano é o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) que não permite o abatimento no Imposto de Renda (IR). Quando o segurado resgata o dinheiro paga o IR sobre o rendimento.
No PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) permite o abatimento da base de cálculo do IR em um valor máximo de 12%. Esse modelo vale para quem faz a declaração completa de pessoa física. ''Para o solteiro que não tem filhos, não adianta'', explicou o consultor. No resgate, o segurado paga sobre o valor total que foi acumulado ao longo dos anos.
O cliente destes planos ainda precisa escolher entre o modelo tributário progressivo e regressivo. No primeiro, ao resgatar o dinheiro, o cliente paga de acordo com a tabela do IR. No regressivo, a alíquota do IR vai caindo de acordo com o passar dos anos. A taxa começa em 35% e a partir do décimo ano cai para 10%. No VGBL regressivo o IR incide sobre a renda, enquanto no PGBL regressivo a incidência é sobre o resgate total.
Segundo Cordeiro, o plano ideal vai depender do perfil da pessoa. A previdência privada permite deixar os recursos como herança sem pagar IR. A renda pode ser contratada de diversas formas: através de pagamentos mensais, vitalício ou por prazos determinados.
O produto oferece um rendimento maior que o da poupança. ''Se você aproveita o benefício fiscal, vai ter disparado mais dinheiro na previdência do que fazer uma poupança'', explicou Cordeiro. Caso a pessoa não aproveite o benefício fiscal ou escolha taxas muito caras, corre o risco de ter saldo inferior ao da poupança no final das contas.
Para ele, o ideal é dar um caráter previdenciário ao plano e fazer pagamentos mensais. Cordeiro destacou que, quanto mais jovem a pessoa for, vai pagar um valor menor por mês. O dinheiro pode ser aplicado em várias modalidade, desde fundos de ações até renda fixa. O ideal é escolher um rendimento mais próximo do perfil desejado: agressivo, moderado ou conservador.


