Ao consultar qualquer especialista em finanças, o primeiro conselho é de que não deve-se gastar mais do que ganha. A lição, contudo, não para por aí. Poupar e investir viraram palavras de ordem no comportamento de quem não quer imprevistos na vida financeira. Liderando o ranking por várias décadas - por ser considerada uma das aplicações mais seguras - a famosa poupança vai 'perdendo' seu espaço para outros tipos de carteira, principalmente pelo pouco rendimento em relação aos demais.
Com isso, investimentos como a previdência privada vem ganhando destaque nas instituições por seus vários benefícios fiscais. Para se ter uma ideia, somente no Banco Santander, a previdência saltou de R$ 1,9 bilhão para R$ 4,1 bilhões em apenas cinco anos, o que representa 9% do total de previdências no Brasil, e um crescimento de 29% ao ano. Mesmo os números sendo positivos e altamente promissores, o medo e o desconhecimento ainda afastam pessoas comuns desse tipo de investimento, as quais imaginam que necessitam de muito dinheiro para tal.
''As pessoas dizem 'Isso não é para mim' ou 'é coisa de gente rica'. Queremos desmistificar essa ideia, pois há diversas opções para todos os tipos de renda. A previdência é mais um instrumento financeiro para acumular recursos a longo prazo, ou seja, dinheiro para o futuro'', explica Richard Michael Seegerer, gerente de Previdência do Santander. E, buscando atrair ainda mais clientes de diferentes perfis, o banco dispõe de previdências voltadas para crianças em idade escolar e mulheres, que oferecem benefícios e descontos para este público, com parcelas que iniciam em R$ 70,00.
Quanto antes, melhor
Para quem não conhece nada sobre previdência, Seegerer explica que quanto mais cedo se investe, maior a possibilidade de se alcançar o objetivo final. ''Não existe idade ideal para começar a investir. Entretanto, quanto antes, melhor'', diz ele, mostrando o tempo necessário para que o indivíduo acumule a mesma quantia em três diferentes idades. ''Uma pessoa que queira ter R$ 150 mil ao 60 anos, precisará guardar R$ 83,00 ao mês se iniciar com 27 anos. Já aos 40, esse valor sobe para R$ 266,00. Aos 50, R$ 847,00.''
Diferente do que a maioria imagina, não é necessário depositar o dinheiro todo mês, já que todos estão sujeitos a uma demissão de emprego ou gastos extras. ''Depois de se estabilizar é só retornar a aplicação. Mas, o oposto também pode acontecer. Se sobrar um dinheiro, nada impede que o valor seja aplicado também. Quem não tem o 13º salário comprometido, poderá fazer o aporte total do valor, por exemplo'', esclarece o gerente.
Assim como o valor a ser acumulado, o cliente pode escolher quando e de que forma quer resgatar esse dinheiro. ''A previdência hoje é adquirida principalmente como uma complementação da renda no momento da aposentadoria, levando-se em consideração que o teto do INSS não mantém o padrão.''
Estima-se que existam hoje mais de 26 milhões de aposentados em todo o País. Destes, 18 milhões recebem até um salário-mínimo e os outros 8 milhões são contemplados com mais de um salário-mínimo.

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