Previdência Privada complementa aposentadoria
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quinta-feira, 06 de julho de 2006
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
O setor de Previdência Privada movimenta perto de R$ 90 bilhões por ano e cresce em média 12% a cada período, no Brasil. O motivo desses resultados positivos está ligado diretamente ao fato de que essa alternativa serve como complemento à previdência social e pode proporcionar um futuro bem mais tranquilo ao contribuinte quando a aposentadoria chegar. Mas na hora de firmar um contrato e escolher um dos planos oferecidos pelas operadoras o interessado deve ficar atento, conforme recomendações da Associação Nacional de Previdência Privada (Anapp).
Além disso, segundo o diretor da Anapp, Renato Russo, é preciso que o contribuinte tenha estabelecido, previamente, alguns objetivos: quando pretende se aposentar e passar a receber o benefício e o quanto deseja ganhar. ''São pontos fundamentais para saber, por exemplo, qual a quantia que deve ser paga mensalmente'', destacou Russo. Ele ressalta que o ideal é que o contribuinte comece a pagar um plano de previdência privada o mais cedo possível, pois quanto mais rápido, menor o valor a ser pago por mês e maior o tempo para acumular um bom benefício.
Atualmente, de acordo com Russo, a média de idade em que as pessoas começam a pagar o benefício privado tem ficado entre 27 e 29 anos. ''A cada ano que passa temos observado a idade inicial decrescer'', frisa. A idade média em que os contribuintes escolhem começar a receber a previdência privada é de 60 a 65 anos. O Brasil, segundo dados da Anapp, tem cerca de 7 milhões de participantes da previdência complementar.
Conforme o diretor da Anapp, a previdência complementar funciona como uma poupança e tem rendimentos próximos dos planos de renda fixa. Um ponto positivo é que o contribuinte pode resgatar o dinheiro antes de se aposentar. ''Geralmente os regulamentos trazem as informações sobre as carências mínimas de 60 dias a 24 meses''. A vantagem em relação aos investimentos de renda fixa, explicou Russo, é o diferimento no pagamento de Imposto de Renda.
Ele explicou que há dois tipos básicos de produto de previdência: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). O primeiro é destinado às pessoas que fazem declaração de IR com formulário completo e que podem deduzir parte do gastos com o plano do imposto. Já o VGBL é destinado às pessoas que fazem declaração simples e que poderão pagar o imposto sobre o rendimento quando forem resgatar o dinheiro ou no momento da aposentadoria.
Russo também destacou que há dois sistemas de complemento previdenciário: o aberto e o fechado. O aberto é administrado por instituições privadas, seguradores estão abertos para pessoas físicas e jurídicas. O fechado é específico para empresa e funciona como fundo de investimentos. Nesse caso a própria empresa patrocina os planos para seus funcionários.
O diretor da Anapp informou que o fundamental para o contribuinte antes de firmar um contrato é investigar dados da operadora. Segundo ele, através do site da Superintência de Seguro Privado (Susep) - www.susep.gov.br - onde estão cadastradas as operadoras ativas, bem como o da Anapp - www.anapp.com.br - os interessados podem obter mais informações.


