Previdência infantil, garantia de futuro
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quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Garantir o futuro dos filhos é um desejo quase unânime entre os pais. Desde cedo existe a preocupação em como pagar os estudos do filho, oferecer-lhe uma viagem, um intercâmbio no exterior, presenteá-lo com um carro ou um imóvel, ou contribuir para uma melhor qualidade de vida qualquer que seja seu destino. Por conta disso, muitos pais estão optando pelos planos de previdência privada. Especialistas afirmam que quanto mais cedo começar a pagar, menos a contribuição pesará no bolso, e maior será a renda.
Segundo dados da Associação Nacional de Previdência Privada (Anapp), os contratos de plano de previdência infantil tiveram um crescimento de 17%, entre agosto de 2005 e agosto de 2006. A captação dessa modalidade totalizou até agosto deste ano R$ 553,7 milhões, contra R$ 470 milhões que entraram no sistema até agosto de 2005. E já representam quase 5% do mercado de previdência privada no País.
''É um indicativo da preocupação dos pais em relação ao futuro dos filhos. Hoje em dia, já não existe mais a segurança de que ele vai fazer a faculdade e conseguir um emprego. Então, esse dinheiro poderia ser aplicado para o filho abrir um negócio'', destacou o presidente da Anapp, Osvaldo do Nascimento. Segundo ele, a previdência tem sido substituída pela poupança, que tem oferecido um rendimento menor nos últimos anos.
Os depósitos de um plano de previdência privada infantil podem começar em R$ 50, mas o preço médio das mensalidades têm sido de R$ 100. Uma simulação feita pelo gerente da Top Line Seguros, Humberto Canhadas Genvigir, apontou que uma criança, hoje com seis anos de idade, poderá ter uma renda mensal estimada em R$ 417,34, durante cinco anos, depois que completar 18 anos, ou ganhar de uma única vez mais de R$ 23 mil. Para isso, os pais pagariam um plano de previdência com mensalidade média de R$ 100, até que ela completasse a maioridade. O dinheiro pode ser retirado a qualquer momento - a carência é apena dos 12 primeiros meses.
''Os pais, no entanto, não podem criar uma ilusão de rendimento quando vão fazer um plano de previdência, e achar que vão ganhar muito dinheiro no futuro. Nenhuma modalidade tem estabilidade garantida'', destacou Genvigir. Conforme ele, os planos de previdência são normalmente reajustados conforme a movimentação do dólar, dos investimentos em renda fixa ou das ações, se caracterizando em modalidades de aplicação conservadora, moderada ou agressiva. ''O cliente escolhe a modalidade, mas tem que estar ciente de que nem sempre ela terá um bom desempenho'', comentou.
Para a simulação do plano, a opção de foi de uma modalidade conservadora, com base nos investimentos de renda fixa, com projeção de rentabilidade de 8,5% ao ano, informou o gerente da seguradora. Genvigir destacou ainda que os valores de um plano de previdência podem ser abatidos do Imposto de Renda, fazendo um Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL). Quem não paga IR pode optar por planos de Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).


