Brasília - O presidente em exercício, Hamilton Mourão, citou nesta quinta-feira (24), a possibilidade de as mudanças no sistema de aposentadoria dos militares serem apresentadas ao Congresso após a aprovação da reforma da Previdência para civis em primeiro turno na Câmara dos Deputados
"Não são duas votações? Passou a primeira vez, aí entra a dos militares", disse Mourão, quando questionado em que momento o projeto de lei com mudanças para os integrantes das Forças Armadas seria enviado ao Congresso.
Após o presidente Jair Bolsonaro e Mourão terem sinalizado que as regras para os militares podem ser alvo de mudanças apenas numa segunda etapa, após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que deve alterar os critérios de aposentadoria pelo INSS e para os servidores públicos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou em Davos que os militares "são patriotas e sabem que têm que liderar pelo exemplo".
Mourão justificou que a reivindicação do segmento militar de apresentar mudanças apenas em uma segunda etapa se deve a uma facilidade maior de se aprovar um projeto de lei, que exige menos votos do que uma PEC. Ele destacou que entre os ministros da Economia (Paulo Guedes), da Defesa (Fernando Azevedo e Silva) e ele, cada um tem uma opinião, mas que quem vai decidir como a reforma da Previdência será apresentada é o presidente Jair Bolsonaro. "Para isso que ele ganha mais, para decidir. A decisão final é dele, para isso que ele foi eleito", disse.
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, revelou nesta quinta-feira, que já estava decidido há muito tempo deixar para uma segunda etapa da reforma da Previdência as mudanças nas regras de aposentadoria dos militares. "Estamos de acordo com isso. Já está acertado há muito tempo", afirmou Heleno em Davos, na Suíça, onde acompanha o presidente Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial. Ele justificou a decisão de separar a reforma em duas partes alegando que os militares não têm Previdência Social. "Não somos relacionados à Previdência. É outro tipo de proteção social", afirmou.

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