Prévia mostra queda da inflação em janeiro
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2005
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) caiu para 0,68% em janeiro, ante 0,84% em dezembro. A redução de um mês para o outro ocorreu por menor pressão de tarifas de ônibus e combustíveis. Os impactos de alta no primeiro mês do ano, por outro lado, ficaram por conta especialmente dos alimentos e da energia elétrica. A taxa ficou dentro das estimativas do mercado financeiro (0,63% a 0,73%).
O IPCA-15 é uma espécie de prévia do IPCA, índice que é referência para as metas de inflação do governo. Ambos são calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com a mesma metodologia, diferenciando-se apenas no período de coleta. A pesquisa do índice 15 ocorre entre a segunda metade do mês anterior até o final da primeira metade do mês de referência, enquanto a do IPCA ocorre ao longo de todo o mês.
A taxa divulgada ontem não trouxe surpresas - ao contrário da divulgação de dezembro, que veio acima do esperado - e referendou as estimativas de que o IPCA de janeiro fique em torno de 0,60%, ante 0,86% em dezembro. O índice fechado do mês será divulgado pelo IBGE no dia 14 de fevereiro.
Para os economistas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, os dados do IPCA-15 mostram que ''a inflação corrente ainda se mantém pressionada'', mesmo que por fatores sazonais, como a alta no item educação. A estimativa é que as maiores pressões sobre a inflação neste ano estarão concentradas neste primeiro trimestre.
Em janeiro, o grupo alimentação e bebidas, com variação de 0,97% (cinco vezes superior aos 0,19% registrados em dezembro) representou o maior impacto de alta para o IPCA-15. Os principais reajustes nos alimentícios ocorreram no frango (2,80%), carnes (2,59%), ovos (2,39%), pescados (2,00%), leite pasteurizado (1,13%) e alimentação fora do domicílio (1,17%).


