O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) ficou praticamente estável em setembro, registrando taxa negativa de 0,01%, após ter leve alta de 0,09% em agosto ante o mês anterior (dado revisado), na série com ajuste sazonal. Com o resultado de setembro, o IBC-Br fecha o terceiro trimestre com recuou de 0,12% em relação aos três meses anteriores, nos dados com ajuste sazonal. Os números foram divulgados ontem pelo BC.
A variação ficou abaixo da mediana das projeções dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções (0,00%), mas dentro do intervalo das estimativas (-0,20% a +0,10%). O índice passou de uma média mensal de 145,94 pontos para 145,77 pontos nessa comparação.
Em relação ao terceiro trimestre de 2012, o IBC-Br teve alta de 2,66%, sem ajuste. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que apontavam para uma variação de +2,00% a +3,80%, e abaixo da mediana, de 2,78%. O índice avançou de uma média mensal de 144,14 pontos para 147,98 pontos nessa comparação.
O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses e tem grande influência sobre as estimativas do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB), divulgado a cada três meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do PIB do terceiro trimestre de 2013 será conhecido no início de dezembro. No segundo trimestre, houve alta de 1,50% na comparação com os primeiros três meses de 2013 e, na comparação com o mesmo período do ano passado, uma elevação de 3,30%.
Segundo os especialistas, o cenário mais provável é que o PIB apresente um resultado levemente positivo entre outubro e dezembro, que poderá ser puxado em boa parte pelas vendas de varejo. A 45 dias do fim do ano, a expectativa é que o País cresça entre 2,3% e 2,5% em 2013.
Para o economista e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Vanderlei Sereia, a economia brasileira se comportou até agora melhor do que ele imaginava no início do ano. "Havia muita gente apostando que não chegaríamos a um PIB de 2% no fim de dezembro. De forma que 2,5%, neste contexto, é um bom resultado", declara.
Ele lembra que o final do ano passado foi muito conturbado, com problemas de fechamento das contas do Tesouro e o governo tendo de forjar o superavit primário. "Eu imaginava que o Brasil só iria reagir no segundo semestre, mas já no segundo trimestre houve uma reação. Felizmente, tivemos uma rápida recuperação", afirma.
Sentimento bem diferente tem o economista e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC), em Londrina, Marcelo Massaro. "No início do ano, eu tinha uma expectativa melhor. Quando a gente sai de um ciclo de crise, o que se espera é um crescimento grande", declara. Para ele, fechar o ano com 2,5% de PIB é muito ruim. "Na teoria, um País que cresce menos que 3% ao ano não está nem conseguindo absorver os jovens em idade de ingressar no mercado de trabalho", ressalta. (Com Agência Estado)

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