Rio - O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,17% na primeira prévia de março, divulgou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os números revelados nessa primeira coleta levaram o chefe do Centro de Estudos de Preços da Fundação, Paulo Sidney Melo Cota, a estimar que o IGP-M termine o mês em 0,30%, com os preços no varejo subindo 0,20% e os do atacado, 0,35%. A projeção está de acordo com as expectativas do mercado, que ontem previa IGP-M entre zero e 0,35% em março.
Dos 0,17% do IGP-M da primeira prévia, 0,12 ponto porcentual deve-se ao aumento de preços dos ovos, que subiram 16,93% no atacado e 4,44% no varejo. ‘‘Com a proximidade da Páscoa, os preços dos ovos, que são matéria básica na produção de chocolate, aumentam’’, afirmou Cota. Ele observou que, se não fosse pelos ovos, os produtos agrícolas, segundo o Índice de Preços por Atacado (IPA, com alta de 0,16%), teria em média deflação de 0,02%, ao contrário da inflação de 0,10% que foi registrada.
Cota observou que os produtos agrícolas, de maneira geral, estão mostrando uma tendência de alta, já que na primeira prévia de fevereiro o IPA agrícola tinha ficado em -1,66%. A tendência de elevação ocorre também para os preços industriais no atacado que, na primeira prévia de fevereiro tiveram queda média de 0,02% e na primeira prévia de março registraram alta de 0,19%.
De acordo com Cota, esse aumento dos produtos industriais deve-se à tendência de alta do grupo de combustíveis e lubrificantes, que na primeira prévia de fevereiro estava com deflação de 1,84% e agora continua em queda, mas muito menor: 0,14%. Para o IGP-M fechado de março, a tendência é de que esse grupo deixe de mostrar queda e talvez até traga algum aumento, uma vez que já foi autorizado aumento de 2,2% na gasolina.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu de 0,36% na primeira prévia do IGP-M de fevereiro para 0,09% na primeira prévia de março. A maior causa desta queda foi o fim dos reajustes de matrículas escolares, com o grupo de educação, leitura e recreação passando de 2,91% na primeira prévia de fevereiro para -0,08% na primeira prévia deste mês, uma diferença de quase três pontos porcentuais. O varejo mostrou também o fim das liquidações de verão, com a redução média de preços de roupas, passando de -0,48% na primeira prévia de fevereiro para -1,10% em março.
No grupo de habitação, a variação média passou de 0,96% para 0,16%. Cota observou que isso se deve em boa parte ao fato de o gás de botijão ter aumentado 13,01% na primeira prévia de fevereiro e ter mostrado deflação de 0,74% desta vez.

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