A alta de preços dos alimentos provocada pelas geadas, entressafra e elevação dos combustíveis, levou a primeira prévia da inflação de agosto medida pelo IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas a atingir 1,58%. Foi uma alta elevada se comparada a primeira prévia de julho, de 0,52%, e surpreendeu o mercado que na semana passada esperava um IGP-M de 1,20% em agosto, segundo o Banco Central. ‘‘Com esta primeira prévia o IGP-M de agosto deve ir para 2% e fechar o ano entre 7% e 7,5%’’, prevê o chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sidney Cota.
O IGP-M já acumula alta de 6,45% no ano com esta prévia. Para Cota, porém, ‘‘o pior já passou e este ano deve ficar mais tranquilo daqui para frente.’’ A meta de inflação de 6% para este ano fixada pelo governo é dada por outro índice, o de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) calculado pelo IBGE.
Contribuíram para a subida do IGP-M em agosto principalmente a variação do Índice de Preços no Atacado (IPA), que ficou em 1,62%, e do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que passou de 0,11% na primeira prévia de julho para 2,00% na primeira prévia de agosto.
As instituições financeiras continuam aumentando suas projeções para os índices de inflação. Levantamento feito pelo BC na semana passada revela que as estimativas dos bancos para a variação anual dos cinco índices pesquisados foram revistas para cima. A maior variação foi verificada na projeção feita para a variação anual do Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), que saltou 0,20 ponto porcentual, de 7,76% para 7,96%.
Para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), a variação foi de 0,06 ponto porcentual, passando de 7,54% para 8%. O IPCA, usado pelo Banco Central no sistema de metas de inflação, teve sua projeção elevada em 0,03 ponto porcentual, saltando de 5,97% para 6%. O índice de preços ao consumidor (IPC), calculado pela Fipe teve sua projeção alterada de 5,23% para 5,35%, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 5,40% para 5,45%.
Apesar das revisões para cima das variações dos índices de inflação, todas as previsões para o fechamento do ano ainda estão dentro da meta de inflação definida pelo governo este ano – um IPCA acumulado de 6% com margem de alteração de dois pontos porcentuais, para cima ou para baixo.

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