Rio A segunda prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) teve em outubro o menor resultado dos últimos 15 meses, caindo para 0,12%, ante aumento de 0,61% em setembro. Mais uma vez, como ocorreu com o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) de outubro, anunciado anteontem, o recuo de preços no atacado contribuiu para reduzir a prévia do IGP-M. O Índice de Preços por Atacado (IPA-M) passou de 0,77% para 0,06%.
O coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, reiterou que o cenário de curto prazo da inflação é positivo e observou que IGP-M fechado de outubro tem condições de ser ''substancialmente menor'' do que o de setembro (0,69%).
Repetindo o que ocorreu no IGP-10, a segunda prévia do IGP-M apresentou recuo de preços no atacado de produtos agrícolas (de -de 0,36% para -1,35%) e industriais (de 1,18% para 0,57%). O economista justificou a similaridade, explicando que o período de coleta de preços dos indicadores é muito parecido: a segunda prévia do IGP-M de outubro foi do dia 21 de setembro a 10 de outubro e a do IGP-10 abrangeu o período de 11 de setembro a 10 de outubro.
Quadros informou ainda que a deflação dos produtos agrícolas no atacado, encontrada nos resultados dos dois indicadores, não vai acabar imediatamente. ''Ainda há fôlego para os preços dos agrícolas continuarem caindo'', disse. Ao falar sobre os produtos industriais, o economista destacou os resultados positivos de recuo de preços em setores importantes, como produtos siderúrgicos (de 2,40% para 2,12%) e matérias plásticas resinas (de 5,85% para 3,51%).
No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve queda de 0,04%, ante alta de 0,14% na segunda prévia de setembro, puxada pela redução de preços nos grupos alimentação (-0,95%) e transportes (- 0,03%). Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) subiu para 0,91%, ante alta de 0,71% em setembro. ''Mais uma vez o indicador foi o único a subir dos três que formam o IGP-M. Se não fosse por isso, a prévia do IGP-M poderia ter sido mais baixa'', disse o economista da FGV.
IGP-M acumula no ano alta de 10,38% e de 11,61% em 12 meses.

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