Prévia do IGP-M dá sinal de trégua
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Idiana Tomazelli<br>Agência Estado 
Rio - O primeiro resultado do ano para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) indica uma acomodação no ritmo da inflação. A primeira prévia de janeiro subiu 0,41%, contra alta de 0,44% em igual leitura de dezembro, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Em 12 meses, porém, a elevação do índice de inflação que baliza o reajuste de grande parte dos contratos de aluguel ainda é salgada, de 10,15%. Além disso, a trégua mensal tem prazo de validade, em função dos aumentos em tarifas de ônibus já anunciados.
O superintendente adjunto de Inflação da FGV, Salomão Quadros, explica que o resultado de janeiro sinaliza o fim dos repasses causados pelo dólar mais caro e pelo choque em preços de alimentos. "Em vez de haver oscilação, houve manutenção. Entendo isso como o fim desse ciclo de repasses. Há um pouco mais de convergência entre as taxas", destacou.
Segundo Quadros, essa convergência é percebida principalmente no atacado, em que diversos itens subiram num ritmo menor que no mês passado, enquanto as matérias-primas brutas tiveram queda menos intensa - soja e milho ficaram até mais caros, mas num movimento pontual. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,35% neste mês, ante alta de 0,37% na primeira prévia de dezembro.
"Os repasses já se desfizeram, e ainda não começou outro ciclo, que pode haver diante de combinação de choques. Nesta época do ano, já temos por hábito acompanhar os in natura. Este ano não vai ser diferente, mas não dá para dizer ainda se isso será mais forte", advertiu Quadros.
Por outro lado, o índice deve acelerar nas próximas leituras diante do impacto dos reajustes em tarifas de ônibus em quatro cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. Além disso, haverá pressão das mensalidades escolares, ressaltou Quadros. Na primeira prévia de janeiro, a taxa ficou em 0,73%, igual a dezembro.
"O IPC tende a acelerar. Então, pelo que sabemos do comportamento típico do índice e do que temos neste janeiro, a tendência é que o IGP ganhe força", explicou. O Índice Nacional da Construção Civil (INCC), por sua vez, desacelerou a 0,05%, diante da trégua nos preços de materiais, equipamentos e serviços.


