Prévia da inflação acelera em outubro e atinge 0,48%
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,48% em outubro, maior que setembro, quando tinha ficado em 0,39%. O indicador, que é uma prévia da inflação oficial do País, fechou o acumulado em 12 meses em 6,62% e superou o teto da meta estabelecida pelo governo, de 6,5% ao ano. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os setores que mais contribuíram para a alta nos preços entre a segunda quinzena de setembro e a primeira de outubro, foram alimentação e bebidas e habitação. O primeiro grupo apresentou uma variação de 0,69% em outubro, contra 0,28% no mês anterior. Já o segundo variou 0,80% contra 0,72% em setembro.
A alta nos alimentos foi influenciada pelas carnes, que ficaram 2,38% mais caras, além dos aumentos da cerveja (3,52%), do frango (1,75%) e do arroz (1,35%). Na habitação, a energia elétrica ficou 1,28% mais cara e o gás de cozinha subiu 2,52%. Segundo o IBGE, alimentos, bebidas e habitação responderam por 60,42% do IPCA-15 do mês de outubro.
O diretor de pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Julio Suzuki, disse que o preço da carne tem sido puxado pela cotação internacional, já que o produto é uma commoditie. Segundo ele, a alta dos alimentos também sofre a influência do preço dos serviços envolvidos na produção e comercialização destes produtos.
"O aumento maior na alimentação e na habitação é mais prejudicial para o segmento da população de baixa renda", destacou Suzuki. Além destes grupos, também teve aumento significativo o vestuário, que tinha subido 0,17% em setembro e, agora em outubro, teve alta de 0,70%, influenciado por questões sazonais. Suzuki lembrou que ainda estão represados os aumentos dos preços administrados, como os combustíveis, que devem subir após o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo.
Ele não descarta a possibilidade de o índice oficial de inflação (IPCA) fechar acima do teto da meta do Banco Central que é de 6,5%. No último relatório Focus, divulgado na segunda-feira pelo BC, a mediana da inflação para o ano era de 6,45%, mas com possibilidade de oscilar entre a mínima de 6,1% e a máxima de 6,66%. "A inflação ainda não está controlada, pelo contrário, está subindo, até em razão da proximidade do final do ano", disse o delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon) de Londrina, Laércio Rodrigues de Oliveira. Para ele, os preços dos alimentos voltaram a subir com a estiagem que vem prejudicando algumas regiões do País.
Ele prevê que os alimentos devem continuar a subir nos próximos meses, especialmente, as carnes. Oliveira também acredita que os combustíveis devem ficar mais caros antes do final do ano, o que vai exercer mais pressão sobre os índices inflacionários. Destacou ainda que um aumento nos combustíveis afeta o setor de transportes, o que leva a um possível repasse de preços para o consumidor final. Ele também não descartou a possibilidade de a inflação passar o teto da meta de 6,5%. Acredita que a inflação comece a aliviar só a partir do segundo semestre, dependendo das medidas que forem tomadas pela nova equipe econômica do https://www.bonde.com.br/t.gifgoverno federal. (Com agências)



