Curitiba - As novas regras para fundos de pensão, anunciadas no último dia 24 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), permitem uma exposição maior dos fundos a investimentos no exterior (de 3% para 10%), mas esta mudança não altera os planos da Previ no curto prazo. Segundo o diretor de investimentos da Previ, Fábio de Oliveira Moser, o fundo de pensão do Banco do Brasil deve fazer um estudo nesta área somente no final do ano que vem. ''Só no final de 2010 devemos fazer um estudo para propor algo'', disse o executivo, que participou ontem do 30º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, em Curitiba.
Segundo ele, os planos de investimentos dos fundos podem ser mais rígidos do que a regulação do setor. Este é o caso da Previ no tocante a investimentos no exterior, uma vez que seu plano de investimento não permite nenhum investimento externo. Moser destacou que o fundo vê muitas oportunidades de crescimento no Brasil, onde o risco já é conhecido. ''Hoje, a diversificação de risco não é uma motivação suficiente para investir lá fora'', afirmou, destacando que no futuro esta poderá ser uma possibilidade, a depender dos estudos.
Ele afirmou que a grande vantagem da nova regulação é dar espaço para os fundos escolherem a alocação de investimentos com maior liberdade. As novas normas também aumentam a possibilidade de investimento em renda fixa de 50% para 70% do patrimônio, mas a Previ não prevê aumento da sua exposição nesta área. ''Hoje, a Previ tem 62% em renda variável e entendemos que esta é uma alocação razoável'', disse.

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