Rio - O presidente da Previ, Luiz Tarquínio Sardinha Ferro, adiantou ontem que os fundos de pensão decidiram incorporar ao grupo de controle da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) apenas parte da fatia de 10% que essas instituições detém na empresa desde antes da privatização. A proposta será levada à assembléia de acionistas da CVRD que irá decidir um aumento de capital na Valepar, holding que controla a mineradora, na próxima quinta-feira. Com esse desenho, os fundos elevarão de 41,7% para 49% a participação na Valepar.
O restante das ações, que representam 2,7% do capital, será mantido em preferenciais e não terão direito a voto no bloco de controle. O objetivo com essa estrutura é evitar que as fundações passem o porcentual de 50%, o que a deixariam com controle majoritário da mineradora.
''Esse não é nosso objetivo. Vamos manter o que está escrito no acordo de acionista, que prevê um controle compartilhado'', explicou Ferro.
Ele descartou também a possibilidade de se desfazer dessa participação e deixar aberto caminho para a entrada de outro grupo na mineradora. ''Não se cogita nada disso agora'', afirmou. No mercado, fala-se que a Votorantim e a Anglo American estariam interessadas nessa fatia.
Os sócios estrangeiros estudam uma saída da maior exportadora de minério de ferro do mundo, com um faturamento de US$ 4 bilhões. A saída dos estrangeiros depende apenas da decisão da mineradora BHP Billinton, que detém cerca de 75% das ações da Sweet River, holding que abriga os acionistas internacionais na empresa brasileira. O Bank of America, o Lehman Brothers e o Goldman Sachs, que completam o quadro de sócios estrangeiros, bateram o martelo pela venda da participação no bloco de controle. A expectativa é de que o processo esteja concluído até o fim do primeiro trimestre de 2003.

mockup