Prevenção contra acidentes foca trabalhador
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terça-feira, 05 de julho de 2011
Nelson Bortolin <br>Reportagem Local 
Um sistema de prevenção de acidente de trabalho ou de doença ocupacional nunca será bom o suficiente se não for construído de forma compartilhada com o trabalhador. Apostando nesta premissa, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) realizam até sexta-feira o 1º Ateliê de Segurança no Trabalho de Londrina.
Um grupo de 30 profissionais da Construção Civil da Cidade está reunido desde segunda-feira em tempo integral para diagnosticar riscos e apresentar soluções. O trabalho é realizado por meio de uma metodologia francesa, desenvolvida na Universidade Tecnológica de Compiègne e conta com a presença do professor da instituição Pierre DeJean e da representante do Ministério do Trabalho da França, Jessy Pretto.
O engenheiro e consultor em Prevenção de Risco do Senai, Bruno Adad, explica que a Fiep conheceu o método há seis anos, quando a instituição desenvolvia seu programa de redução de acidentes. Ele afirma que a ideia é fornecer suporte técnico e instigar as pessoas expostas aos riscos a conceber novas formas de proteção. ''A metodologia parte do pressuposto que nada melhor que os próprios trabalhadores para proporem soluções aos problemas.''
Através da parceria da Fiep com os franceses, já foram realizados três outros ateliês, todos em Curitiba, sendo um no setor madeireiro, outro no metalmecânico e um terceiro na construção civil da Capital. Em Londrina, quatro equipes estão trabalhando no desenvolvimento de sistemas de proteção contra quedas em edifícios. Cada uma vai apresentar uma solução e materializá-la em forma de maquetes.
De acordo com Adad, espera-se soluções simples para situações de grandes riscos. É o que, segundo ele, aconteceu no ateliê realizado em Curitiba na área de metalmecânica. Resíduos de torno, chamados de cavacos, misturados a óleo eram a receita perfeita para cortes em pernas e braços dos trabalhadores das fábricas. ''Uma das equipes propôs e criou o protótipo de uma caixa para ser afixada embaixo do equipamento. O invento é capaz de recolher os resíduos, tanto o aço quanto o óleo, sem que eles se espalhassem pelo ambiente'', conta.
Para o consultor,''a experiência mostra'' que as soluções levadas de fora para o ambiente do trabalho ''têm vida curta''. Segundo ele, o Paraná registra 580 mil acidentes de trabalho por ano.


