Impedir a chegada de mensagens indesejadas não é uma tarefa fácil para a maioria dos internautas. O envio do lixo eletrônico tornou-se prática tão comum que já há inclusive um mercado informal, com empresas pagando boas quantias para obter listas com milhares de endereços de e-mails válidos que serão alvos de seus spams.
No entanto, alguns prestadores de serviço de porte, como o Hotmail, possibilitam ao internauta o bloqueio de endereços de e-mail que praticam o spam e impedem que mensagem com palavras-chaves cheguem à caixa de entrada do usuário. ''Esse sistema não é muito confiável, pois há programas que podem 'disfarçar' o remetente da mensagem, que pode chegar por outro endereço'', explica Giordani Rodrigues, editor do Infoguerra, um site especializado em segurança na internet (www.bonde.com.br/infoguerra).
A tática de bloquear palavras-chaves no título da mensagem também pode trazer problemas. ''De repente, o usuário bloqueou a palavra ''Viagra'' porque não quer receber ofertas de vendas do produto. O problema é que a maioria dos remetentes de spam já prevê o bloqueio, e manda a mensagem com o título ''Viiagra'', por exemplo. E, numa outra hipótese, um amigo do usuário pode tentar enviar um e-mail com a palavra Viagra no título e ter seu e-mail bloqueado'', comenta.
Outros prestadores de serviço, como o Yahoo, oferecem serviço de inteligência artificial para evitar a enxurrada de e-mails indesejados. Pelo sistema, o internauta classifica cada mensagem que chega a ele como sendo spam ou não. ''Com o passar do tempo, o programa aprende a diferenciar o que o usuário quer receber ou não, com uma eficácia considerável'', afirma Rodrigues.
Alguns provedores brasileiros já utilizam tecnologias mais agressivas para bloquear os spams. Eles consultam as chamadas ''listas negras'' da Internet, que elencam outros provedores que não adotam medidas restritivas para o envio de spam. Assim, toda a mensagem proveniente de usuários que utilizam servidores da lista negra é bloqueada antes mesmo de chegar ao usuário.
No Brasil, o servidor FlyNet montou sua própria lista negra. Segundo o gerente comercial do servidor, Adivar Pessari, a medida consegue evitar com que 90% do lixo eletrônico atinjam o destinatário. ''Levamos vantagem em relação as listas negras internacionais porque incluimos também endereços brasileiros'', garante Pessari. (R.S.)

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