Prestadores de serviços organizam ato contra MP
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terça-feira, 18 de janeiro de 2005
Folhapress 
São Paulo - Os prestadores de serviços formarão uma frente para protestar contra a Medida Provisória 232, que elevou a base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 32% para 40%. O objetivo é reunir várias entidades de representação dos prestadores de serviços para derrubar a MP.
Entre os que aderiram estão médicos e comerciantes, por meio da Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Paulista de Medicina (APM). Para protestar contra a elevação de impostos, a frente já marcou duas ações: uma reunião geral com todos os participantes (27 de janeiro) e um ato público de protesto (15 de fevereiro).
As mudanças da MP entram em vigor em abril de 2005, no caso da CSLL, e em 1º de janeiro de 2006, para o IRPJ, acarretando alta média de 25% nesses tributos.
O aumento deve atingir cerca de 500 mil empresas, entre profissionais liberais como médicos, advogados, engenheiros, dentistas e contadores, além de outros prestadores de serviço. ''Na área de saúde a MP penaliza fortemente consultórios e muitos laboratórios'', disse Eleuses Vieira de Paiva, presidente da Associação Médica Brasileira.
Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), as empresas prestadoras de serviço também pagam PIS (0,65% sobre a receita), Cofins (3% sobre a receita), ISS (de até 5% sobre a receita, conforme a legislação do seu município) e inúmeros outros tributos que, somados, podem atingir mais de 30% do faturamento.


