Pressões previstas para julho
Apenas uma parte dos efeitos dos reajustes definidos pela Petrobras para gasolina e diesel a partir do último dia 14 foram computados pelo IGP-M, que teve coleta de preços apenas até o dia 20. Ainda assim, com base nos aumentos captados, Quadros estima que estes reajustes poderão, ainda, gerar impacto potencial de 0,31 ponto porcentual, o que, segundo ele, pode ser diluído por mais de um mês. O coordenador evitou fazer previsão para o IGP-M de julho. ''Ainda quero ver se o recuo para abaixo de 1,50% foi acidental'', disse.
Algumas das pressões previstas para julho são dissídios coletivos na construção, telefonia, combustíveis e carne bovina, que já está em alta no atacado. Outros itens, como hortaliças e legumes, poderão apresentar desaceleração. A economista da Tendências projeta taxa próxima de 1% para o IGP-M de julho.
Com o resultado do IGP-M de junho, a FGV calculou a inflação desde o início do Plano Real, fazendo ajustes para amenizar o resíduo inflacionário no mês de julho pela comparação com o mês anterior, quando a moeda era o cruzeiro real. Segundo Quadros, as desvalorizações cambiais, a partir de 1999, explicam o motivo de o IPA-M ter sido superior ao IPC-M.
A inflação do atacado capta mais fortemente as variações do câmbio. Cerca de um terço do IPA industrial é formado, por exemplo, por matérias-primas, afetadas diretamente pelo avanço da moeda americana. A inflação acumulada no período pelo INCC-M foi de 221,51%. (Colaboraram Francisco Carlos de Assis e Célia Froufe/AE)





